sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Leonardo não merecia!


Leonardo Jardim chegou ao Sporting como escolha consensual dado o percurso ascendente do treinador madeirense e o facto de parecer evidente a capacidade demonstrada nos últimos trabalhos realizados nomeadamente a estadia no Braga e a passagem relâmpago pelo Olimpiakos  mais uma vez com sucesso evidente.Era hora de desafio ainda mais ambicioso e Alvalade era a casa certa no momento certo.


O Mister tem demonstrado toda a sua capacidade na condução de uma equipa jovem mas extremamente equilibrada que compete do primeiro ao último minuto não dando nunca nada por entregue e,apesar da verdura de alguns dos seus jogadores,apresentando sempre níveis de organização muito elevados.Mentalmente tem sido também uma mudança radical a atitude racional que a equipa principal do Sporting tem evidenciado assumindo,aliás, a imagem do seu próprio técnico que mantém o seu «low profile» apesar de sabermos que está a tripular uma nau que exige perícia,concentração e confiança de forma a contornar todas as tempestades que se lhe atravessam pela frente e...não só.
O treinador soube também com maestria resistir em momentos de grande pressão ao facilitismo nunca embarcando em discursos fúteis e que em nada ajudariam o seu verdadeiro trabalho que é obviamente continuar a potenciar os seus jogadores de forma a poder evoluir na continuidade e construir assim a pouco e pouco a equipa que todos os sportinguistas desejam esquecendo até a dificuldade da tarefa devido ao menor fulgor financeiro.
Nesta primeira fase de construção de uma equipa fica a coragem de apostar num jovem chamado William Carvalho para uma posição fulcral no terreno quando falamos de equilíbrios quer defensivos quer ofensivos,posição esta ocupada pelo ex-capitão de equipa Rinaudo.É bom recordar que estamos a falar do médio defensivo de Portugal na próxima década.Outras decisões terão passado mais despercebidas ao público em geral mas a verdade é que o treinador do Sporting tem passeado a sua capacidade desde o início da época independentemente de ter ou não o sucesso desportivo que dele se espera e por consequência do clube que ele representa.
Tudo isto para falarmos da decisão de Leonardo jardim de alterar o xadrez da sua equipa apresentando dois avançados ao invés da habitual disposição tática da equipa que contempla apenas um avançado no último jogo disputado perante o Benfica na Luz.Somente ele saberá qual a intenção que estará por detrás dessa decisão e também saberá retirar daí conclusões que lhe permitam não repetir o famigerado erro segundo várias análises que têm vindo a público e com as quais eu não concordo.
É aceitável que se pense que Leonardo Jardim se enganou pois a opinião é livre,na minha ótica dizer-se que o Mister do Sporting errou porque teve medo é fanfarronice irresponsável e pouco séria!

ps:não sou do Sporting e mesmo que fosse!



sexta-feira, 21 de junho de 2013

O teste

O jogador estava ansioso,o treino tinha-lhe corrido benzinho,perdeu poucas bolas,não tinha dado para um brilho intenso mas achava sinceramente que tinha cumprido e talvez tivesse possibilidade de entrar para o plantel.

Depois da peladinha os alongamentos da praxe e a tão desejada conversa com o mister:
_Não foi mau pá!O teu nome?
_Podia ter dado mais Mister,não estava ambientado...José António
_Epá!Isso não ajuda nada...espera aí...se te perguntarem chamas-te Antonic!
_Ok Mister!Até nem me fica mal!
_Ajuda à integração e nos contactos com os media.....só te vi defender...sabes atacar?
_Sei Mister...posso fazer qualquer posição do meio-campo para a frente!
_Muito bem...gosto de jogadores ofensivos e preciso de malta que me resolva jogos..tens experiência internacional?
_Não!
_Vais passar a ter...comigo 6 meses e estás na seleção!Vais ver o que é evoluir!Em que posição jogavas no teu anterior clube?
_Lateral esquerdo!
_Epá!Desculpa lá mas milagres não faço!Prazer em conhecer-te!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Bayern dá tiro no pé!

O que terá estado por detrás de tal precipitação?

O gigante bávaro cometeu um erro de palmatória ao anunciar prematuramente a contratação de Guardiola ainda antes de iniciar a época que viria a revelar-se perfeita com Jupp Heynckes,de raiva, a «arrancar» o triplete conquistando a Champions,Bundesliga e taça da Alemanha.
Um clube recheado de figuras do futebol,experimentadíssimos, tais como Beckenbauer,Rummenigge e outros ter-se-á precipitado ao anunciar antes de tempo a contratação do treinador catalão sem razão aparente a não ser talvez a euforia de ter contratado um treinador que era um «desempregado» de luxo depois de excelente campanha no Barcelona.
Intencionalmente ou não acabou por revelar-se numa falta de respeito latente em relação a Heynckes que teve muita dificuldade em lidar com tal afronta indignando-se principalmente contra o facto de não poder ser ele tão pouco a delimitar o seu final de carreira.
Quiçá,terá sido a sua principal fonte de motivação(só ele saberá) para enfrentar esta época que viria a revelar-se de sonho permitindo ao consagrado treinador uma saída altamente honrosa e que o coloca pela certa entre os melhores dos melhores.
Guardiola, que já tinha  pela frente um desafio aliciante,vê hoje o mesmo revelar-se ainda mais ambicioso e com margem de erro pouco extensa mas que na minha opinião  não vai assustar um treinador que revelou grande capacidade em Barcelona.
Penso ter sido um episódio execional num clube que é conhecido por ser ponderado nas suas decisões e que comete poucos erros de palmatória.
Talvez com matéria para outro post,o que nos apetece adivinhar nesta altura é se Guardiola vai colocar o Bayern a jogar o seu célebre tiki-taka ou se por outro lado vai beber da filosofia do clube alemão e adaptar o seu modelo de jogo a essa forma de jogar também de regra e esquadro mas com maior distância entre jogadores e menor quantidade de passes.
Aguardemos!



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Paulo Fonseca chegou!

O que vai encontrar Paulo Fonseca?


Podemos abordar esta temática sob várias perspetivas.
Paulo Fonseca herda um fardo pesado pois queiramos ou não sucede a um treinador que ganhou 2 campeonatos sucessivos e como todos sabemos com apenas uma derrota durante estas duas épocas eventualmente aligeirado por campanhas europeias positivas mas sem o brilho que exigem os adeptos do Futebol Clube do Porto.Não são também as prestações do FCP na taça de Portugal e taça da liga que vêm acrescentar pressão à entrada do novo treinador.
Quanto à constituição do plantel 2013/2014 para já as notícias vindas a público não são também as mais animadores pois as saídas de Moutinho e James constituem baixas de peso em termos ofensivos na equipa e 
a postura de Fernando dos últimos dias não é também um bom indicador para a segurança defensiva de um meio campo que era claramente o setor mais influente da equipa ainda que em relação a este último não devemos esquecer que querer sair de um clube e desenvolver determinadas manobras para que tal suceda não é sinónimo de saída efetiva do clube.Não se verificaram até hoje entradas de jogadores consagrados que possam ser motivo de regozijo por parte do técnico não deixando de ser importante referir que o defeso ainda agora começou e o mercado está claramente inflacionado por certos clubes que não portugueses que compram caríssimo e invalidam a entrada em cena de clubes com menos poder de compra.No entanto estou certo que o FCP saberá «ir ao mercado» de forma a dar ao seu treinador condições para poder cumprir os objetivos desportivos propostos que são,como sempre,extremamente ambiciosos.
Por outro lado Paulo Fonseca entra no clube que em Portugal mais projetou treinadores no mercado europeu e que tem uma estrutura técnica muito organizada que vai permitir a PF desenvolver o seu trabalho com toda a confiança das pessoas que estão à sua volta e sem nenhuma pressa desnecessária pois os níveis de confiança estão altíssimos e o treinador já fez questão de se referir publicamente à ambição que sente invadi-lo desde que começaram os contactos in loco.
Existem pois prós e contras nesta entrada de PF no FCP e apenas saberemos do acerto da aposta,como sempre,quando a bola começar a rolar e aparecerem aqueles que verdadeiramente mandam no futebol português e não só:os resultados!


terça-feira, 11 de junho de 2013

I´m the happy one!

José Mourinho é fortíssimo na comunicação e prepara minuciosamente todas as sua conferências de imprensa!


Sou adepto incondicional do trabalho de JM e aprecio entre outras coisas a sua capacidade analítica de uma forma geral e não necessariamente apenas no que toca ao jogo em si.É,na minha opinião,uma grande mais valia para o próprio a clareza com que lê as situações pois permite-lhe traçar perfeitamente o que esperam de si ou de sua equipa em determinado momento e é aí também que começa a passar a sua ideia mestre para abordar uma situação de futuro próximo.
Era evidente que nove anos depois da frase«I think i´m the special one» que esta apresentação do treinador do Chelsea iria girar à volta de lugares comuns até se esperar por parte de JM uma afirmação ou comentário que encadeasse ou substituisse a célebre expressão tão difundida e que praticamente ficou colada à carreira do treinador.
José Mourinho,sabedor da situação,antecipou esta expetativa e preparou esse encadeamento com «I´m the happy one» tendo como preocupação central passar a imagem de uma pessoa tranquila com a mesma capacidade e ambição e nada afetado pela parte final da sua passagem por Espanha.
Aí,fiquei desapontado!
Não estou habituado a ver JM justificar-se ou forçar uma situação,ainda bem que o melhor treinador do mundo voltou ao seu habitat natural e que vamos voltar a vê-lo ao seu melhor nível!

sábado, 8 de junho de 2013

José Flop Mourinho?

No meio futebolístico ser frontal é uma qualidade pouco apreciada entre os seus agentes.


José Mourinho foi contratado para treinar o Real Madrid numa altura em que o Barcelona parecia uma equipa indestrutível e depois de Pellegrini ter feito um trabalho muito bom mas insuficiente perante a produtividade do gigante catalão.O grau de dificuldade da tarefa encontrava-se à altura da capacidade de Mourinho e da sua reconhecida ambição.Na época mais nenhum nome surgia como perfeitamente adequado a esse «bico de obra» que era destronar o Barça e voltar a ser campeão.Foi conseguido na 2ª época depois de JM voltar a afirmar que as suas equipas são muito mais fortes nessa mesma 2ª época.Apenas para nos situarmos,recordamos que cimentou a posição do Real na champions com 3 meias-finais consecutivas e ganhou mais um ou outro troféu.JM tem uma capacidade incrível de preparação das suas equipas mas neste caso nos famosos mind games do Mister teve de apostar muito mais do que o habitual porque o Barça era um clube respeitadíssimo na europa e os perigos que poderiam levar ao insucesso eram também internos e tinham de ser expostos publicamente de uma forma ou outra para que a mensagem«estão comigo ou contra mim»passasse também para o grupo de trabalho.Ou seja,mais uma vez JM mostrou ser o melhor quando se trata de liderar um processo e carregar toda a responsabilidade nos ombros como se nem sequer pesasse.
Para ser breve e para que não haja dúvidas quanto à minha opinião:JM ganhou o que foi possível ganhar enquanto teve condições para liderar sendo discutível a qualidade de futebol praticada pela equipa durante estas 3 épocas porque não se tratava disso tão pouco mas sim voltar a colocar o clube no trilho das vitórias.
Foi o treinador ideal para tal situação e Florentino Perez nunca se arrependeu um minuto sequer da sua contratação.Quanto aos vários comentários que se ouvem oriundos de vários quadrantes,JM pode ter muitos defeitos mas não me parece que se possa dizer que não é coerente;pisam-lhe os calos e ele avança com factos!
Ah.....e também verificar que os sapos crescem imenso durante 10 anos!




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Jovem presidente

BDC não vacila


Bruno de Carvalho,convenhamos,teve de enfrentar uma desconfiança inicial devido ao momento atribulado que o Sporting vive ultimamente fruto de várias gestões menos conseguidas e consequente desconforto financeiro com repercussões pesadas em termos desportivos mas também por ser uma pessoa nova  no meio e ser muito jovem em relação ao que é expectável quando se trata de assumir a presidência de um clube com a dimensão do Sporting Clube de Portugal.
A verdade é que BDC vai saindo com nota positiva de várias situações todas elas de difícil resolução e a exigir por parte do líder leonino grande capacidade de decisão e sobretudo um cuidado muito especial em não desgastar uma imagem que como se sabe vai ser posta à prova ainda mais a sério quando a bola começar a rolar pois aí surgem os resultados e em futebol são estes que fazem sempre pender os pratos da balança como é do conhecimento de todos.
Começou por conseguir o acordo com a banca quando todos apontavam essa negociação como a 1ª derrota da próxima época(sentido figurado claro) enquanto ia marcando uma nova postura em Alvalade com o presidente do clube bem junto do grupo de trabalho durante os 90',facto que chamou também a atenção de muita gente e a desconfiança de alguns.Teve de lidar depois de uma forma muito cuidada com a dispensa do Prof. Jesualdo Ferreira que tinha realizado um excelente trabalho à frente da equipa apesar de não conseguir qualificar a mesma para as provas europeias.Fê-lo com discurso contido de modo a que a saída do técnico decorresse com elevação com grande colaboração também do Prof.Jesualdo.Diga-se em abono da verdade que os treinadores anteriores sairam sempre de uma forma menos glamorosa.
A apresentação do novo técnico decorreu também com o entusiasmo que a ocasião exige sem cair em juras de amor eterno que apenas serviriam para aumentar a pressão em situações futuras caso os resultados não fossem os esperados.Com mais alguns episódios pelo meio que reforçam na minha opinião este «bom começo» de BDC,surge então a venda de Moutinho e James por parte do FC Porto com evidente prejuízo para o clube a que preside que só não foi maior devido ao valor da cláusula de rescisão de James.Aí empregou um pouco da ironia tão apreciada em PC utilizando os termos que foram veiculados na comunicação social conseguindo também não baixar o nível e deixar a sua posição bem vincada.
Surge em consequência dessa posição do presidente do Sporting o episódio com Adelino Caldeira que demonstra só por si que uma faixa do dirigismo português não aceita de bom grado este rejuvenescimento para os lados de Alvalade.Como sabemos romperam-se os laços institucionais entre Sporting e Porto e não me parece que Bruno de Carvalho saia beliscado da situação.

Para já a exceder as expectativas!





terça-feira, 4 de junho de 2013

Neymar

A prova dos nove


Neymar é um talento absolutamente incrível,faz coisas com a bola que tiram qualquer adversário do sério.Tem uma capacidade no 1x1 que o coloca no mínimo entre os 3 melhores do mundo neste tipo de ação.Vem integrar uma equipa de topo,talvez até a melhor equipa europeia deste século,o Barcelona faz da sua posse de bola a grande arma para derrotar adversários poderosíssimos alcançando percentagens de posse completamente anormais(acima de 70%).Podemos portanto afirmar que podemos ter aqui um problema de adaptação emergente dado Neymar apostar nos rasgos individuais e o Barça assentar o seu jogo precisamente no contrário a saber circulação de bola e rotura normalmente com movimentos sem bola com exeção do Messi a quem é permitido «inventar umas coisas» na cabeça de área descobrindo normalmente uma diagonal de fora para dentro de um colega avançado.
Prevejo poucos problemas porque de facto Neymar,na minha humilde opinião,não vai ter dificuldade nenhuma em soltar e sair porque não é um «brinca na areia» tradicional que só consegue fazer as fintinhas,é claramente um jogador inteligente que avalia o grau de dificuldade e aposta em ações individuais porque sabe que vai passar e ajudar a equipa com este tipo de jogadas.Quando lhe pedirem outras coisas para ajudar a equipa  vai entender este outro tipo de futebol e vai continuar a ser um fora de série.A única dúvida é se ele vai gostar de um futebol mais suado do que inspirado.Quer queiramos quer não, é na Europa que se faz a prova dos nove.

domingo, 2 de junho de 2013

LFV decide!

«Vítor,não é uma época mais ou menos conseguida que define o historial de um clube com décadas de existência!»


Esta frase foi proferida em amena conversa com um dirigente de um clube,uma de milhares de conversas que temos numa troca incessante de opiniões,pontos de vista e afins....
Confesso não ter dado a devida importância à frase na altura em que foi dita mas os últimos acontecimentos da vida do Sport Lisboa e Benfica fizeram-me me refletir sobre aquilo que é um clube e a perspetiva de quem tem ,de facto, de tomar decisões que vão(essas sim) traçar o futuro da instituição.
Muito temos falado neste blog sobre o Mister JJ e suas virtudes contrapondo as mesmas à frustração reinante no final de época pelo facto de o clube não ter conseguido nenhum trofeu.Não repisaremos este assunto preferindo antes abordar sumariamente a ação de LFV quanto a esta decisão de renovar contrato com o treinador encarnado.Obviamente que podemos sempre especular sobre as razões que estão por detrás desta decisão do presidente:
Terá jurado a continuidade do treinador numa fase em que nada fazia adivinhar uma época sem títulos!
Terá sentido algum desconforto com a possibilidade de JJ rumar ao dragão!
Não vislumbrará nenhum nome que lhe permita apostar na troca de treinador sem risco de se perder carisma na liderança técnica!
Não resistirá à contabilidade pura e dura verificando encaixes financeiros avultados em vendas de jogadores!
A verdade é que a ação de LFV à frente do Benfica é de uma inatacável qualidade e transfigurou o clube completamente quer a nível desportivo quer a nível financeiro(principalmente),o que lhe dá na minha humilde opinião enorme credibilidade quando ele afirma:

Vamos manter o rumo!


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Os porquês do Jamor

Jesus ou Artur?


O Benfica é uma equipa temível!

Perigosa no ataque,faz do seu jogo vertical e ritmado uma arma difícil de contrariar,cria muitas situações de golo e tem também uma taxa de sucesso assinalável no que toca à concretização dessas oportunidades.Gosta de ter a posse de bola e de «mandar no jogo» baralhando o seu adversário tal o caudal ofensivo que apresenta.Defensivamente aposta na agressividade em transição defensiva «matando» sempre que possível uma perda de bola o mais alto possível.Não apresenta dificuldades extraordinárias na defesa de bolas paradas beneficiando de um bom posicionamento dentro da área protagonizado principalmente por Luisão e Garay que mandam nas alturas coadjuvados pelo Matic.O Benfica sai normalmente em vantagem porque de facto enquanto vai aplicando os seus processos o desgaste causado no adversário leva à falha e consequentemente ao golo.A dificuldade surge quando a equipa pretende controlar o jogo e gerir um resultado vantajoso;limita-se a baixar o ritmo esperando que a lentidão dos processos permita baixar a quantidade de perdas de posse de bola e assim que o tempo vá passando até à vitória final.O Benfica quando quer guardar a bola baixa em demasia o ritmo(foge do seu adn),não aumenta a largura do seu jogo,não muda mais vezes de corredor,não diminui o número de passes em zonas de pressão,vai fazendo as mesmas coisas mas mais lentamente.....deixa de provocar o erro no adversário e provoca o seu próprio erro perdendo a bola permitindo contra-ataques ou fazendo um mau passe que não permite manter a posse.
Foi assim no Dragão e foi assim no Jamor!
Quanto aos processos atrás descritos o responsável é Jorge Jesus.
Por outro lado se quisermos esquecer as análises mais exaustivas e centrar-nos na falha individual temos de afirmar que o guarda-redes de um clube que se quer de topo está lá para fazer sempre a diferença
Artur Moraes não apresenta níveis de qualidade suficientes para jogar na baliza do Benfica!
Jesus ou Artur?















segunda-feira, 20 de maio de 2013

Jesus na corda bamba?

Donde vem tanto reconhecimento ao trabalho do treinador?


O Sport Lisboa e Benfica é um clube que procura títulos e sempre procurará!
Dentro deste contexto que fez Jorge Jesus assim de tão meritório que justifique um apoio incondicional raramente concedido a qualquer treinador com qualquer presidente em qualquer clube de topo?
O título conquistado na 1ª época ao serviço dos encarnados não serve por si só de consolo aos adeptos ainda que tenha sido muito importante dado o clube não atingir tal objetivo desde a «era Trapattoni».
A valorização de jogadores é também um trunfo fortíssimo apresentado pelo treinador e certamente facto muito considerado dadas as excelentes receitas angariadas através de «vendas» de jogadores como Coentrão,Witsel,Javi,etc...
O futebol praticado pelo Benfica tem sido unanimemente reconhecido como de qualidade e também muito atrativo por apresentar frequentemente «nota artística»como tantas vezes gosta de referir Mister Jesus.
A presença europeia ganhou consistência nestas últimas épocas e o Benfica voltou a ser falado nos meandros do futebol europeu quando ainda há muito pouco tempo abria telejornais pelas piores razões.
Não me parece todavia que tudo isto seja suficiente,dado o desgaste natural da imagem de qualquer treinador,para ter a confiança ilimitada de LFV.Existem dois motivos que,na minha opinião,estão na base dessa confiança presidencial(partilhada timidamente pelos adeptos):
O 1º é que existe claramente um Benfica pré-Jesus e um Benfica atual somente possível tendo o treinador um enorme carisma e carregando nos seus ombros toda a pressão inerente à ambição do clube.
O 2º é que o campeão nacional esta época não apresenta qualquer derrota e o 2º classificado tem apenas uma derrota concedida aos 92´em casa do adversário direto na luta pelo título.
Jorge Jesus não foi campeão mas sobrou a sensação de poder sê-lo em qualquer clube com poderio para isso.
Luis Filipe Vieira é uma pessoa prudente e um gestor experimentadíssimo!Por ele Jorge Jesus vai continuar no Benfica!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Benfica-Chelsea

O jogo

O futebol é um jogo!
Hoje podemos afirmar que quer de um lado quer do outro tudo o que é humanamente possível fazer-se para influenciar um jogo que começa 0-0 foi feito quer pelo Benfica quer pelo Chelsea.
O Benfica apresentou-se personalizado e dominante surpreendendo todos com a sua grande capacidade de tocar a bola muitas vezes e sem perder a mesma criando várias situações que ,diga-se,nunca foram premiadas com finalizações felizes e podemos afirmar que a qualidade de jogo apresentada na fase de construção não teve como consequência uma definição à altura do que se pretendia.Assim se foi chegando momento seguido de momento ao golo do Chelsea com uma reposição de bola à mão por parte do guarda-redes do Chelsea que serve Torres que roda com Garay«a filmar» e Luisão a fazer o que era possível para evitar o golo mas sem êxito.
O Benfica continuou a tentar a sua sorte repetindo e bem os mesmos processos e forçando o erro ganhou um penalty superiormente convertido por Cardozo,
Quando já todos pensavam no prolongamento e depois de um soberbo remate de Lampard à trave,Jardel cede um canto(deficiente abordagem ao lance) e Ivanovic carimba a vitória nesta Liga Europa com um golo fantástico de cabeça.
Que conclusões retirar?
Nenhumas!
Parabéns às duas equipas!Glória aos vencedores e honra aos vencidos!
ps:há jogos que são jogos,não servem para retirar nada...são jogos........e ainda bem.....



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Falha de Jesus?



É legítimo considerar Jorge Jesus culpado da derrota no Dragão no último sábado?
Até que ponto o facto de jogar com 2 linhas muito juntas e com a base do bloco mais baixa do que o habitual o treinador contribuíu para a derrota?
Nunca saberemos!
A verdade é que o Benfica nunca perdeu o controlo do jogo sempre que não tinha a bola e foi quase sempre perfeito no posicionamento defensivo não permitindo ao Porto  romper nos corredores laterais como tão bem costuma fazer.Podemos por isso afirmar que o treinador não falhou ao apresentar-se cauteloso em casa do adversário apostando nas transições rápidas colocando Gaitan nas costas de Lima aliando assim capacidade técnica à profundidade nos seus contra-ataques.Continuaria a ter as suas combinações nas laterais baseadas no passe curto e rápido desenhando triângulos sucessivos até baralhar os seus adversários e romper na linha ou em diagonais perigosíssimas de fora para dentro.Na direita Maxi Pereira e Sálvio em evidência neste tipo de movimentos enquanto que na esquerda as coisas complicavam-se nesse sentido na medida em que André Almeida é um jogador adaptado e ainda por cima dextro e Ola John está longe do valor que já evidenciou aqui ou acolá durante a época.
A verdade é que as 2 equipas se anularam praticamente durante 75 minutos com 2 golos fortuitos pelo meio.
Na minha opinião o Benfica perde o jogo porque não consegue na fase decisiva controlar com bola e tem durante esses 15 minutos variadíssimas perdas de posse de bola sem mérito do adversário na recuperação do esférico.Recordo ,por exemplo uma tentativa de chapéu de Roderick a uns bons 60 metros e aos 89´.É preciso dizer que o Porto teve o mérito de ir aumentando progressivamente a pressão sobre o adversário durante a 2ª parte mas já não se apresentava com a mesma determinação e frescura de ideias quando o golo surgiu(muito perto do final).
Podemos por isso afirmar que não foi a estratégia que falhou mas sim os níveis de ansiedade(potenciados pelo cansaço?!) que não permitiram tomar as melhoras decisões e congelar a bola quando era absolutamente obrigatório fazê-lo,
Repetimos então a pergunta,Falha de Jesus?
O Benfica perde o jogo quiçá o campeonato sofrendo o golo fatal em contra-ataque!
Quem quer ser campeão tem de gerir os momentos do jogo.A ansiedade tem de ser controlada.
O treinador é o líder e quando corre mal não deve fugir às suas responsabilidades.As opções podem sempre ser discutidas e haverá muito a dizer sobre essas escolhas e os momentos de forma dos jogadores do Benfica mas aí ninguém melhor do que o treinador para tomar essas decisões.
Se Jesus falhou...........a equipa não controlou o jogo com bola porque,ou não foi capaz ou não quis.....
Falha de Jesus?





sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fidelidade



Pertencer a um projeto que se quer vencedor requer uma forma de encarar o trabalho de grupo que não está ao alcance de todos os jogadores.Tomar os objetivos do grupo como seus e dar de si absolutamente tudo para atingir os mesmos é de tal forma exigente que poucos são os jogadores à altura de um desafio verdadeiramente competitivo.Hoje,numa sociedade cada vez mais individualizada,não é fácil continuar a transmitir conceitos de vida altruístas e desinteressados pois cada vez mais estes valores caiem em desuso e são até incompreendidos pela maioria das pessoas.No desporto em geral e no futebol amador em particular veiculam ainda atletas com a capacidade de sacrificio necessária e dispostos a sofrer se fôr preciso sentados ao lado do seu treinador torcendo para que os colegas ganhem o jogo de forma a todos poderem festejar a vitória no final.
É preciso deixar bem claro que dentro de um grupo de trabalho não existem papeis menores,não existem «papeis maiores»,apenas existe uma vontade de vencer que supera qualquer contrariedade pessoal momentânea.Esta fidelidade a um projeto não traduz no jogador menos utilizado um défice de ambição pois naturalmente qualquer jogador vai lutar com unhas e dentes para ser opção ao domingo e poder viver o jogo por dentro e tirar assim ainda mais satisfação do mesmo.
Melhor dizendo o principal papel de um jogador menos utilizado é obrigar o colega a apresentar um rendimento elevado e assim aumentar o sucesso da equipa.
No futebol amador ainda existem estes «dinaussaros» que são uma lição de vida e eu felizmente conheço alguns.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Enzo Perez box to box



Jesus vê o futebol de modo muito próprio,muito particular.É um treinador que assenta no ataque a sua filosofia de jogo e que tem grande apetência pela profundidade nos corredores laterais e também no corredor central.
Adaptar Enzo Perez que é um rompedor,um homem de 1x1 à posição de médio centro é mais uma indicação da apetência de Jorge Jesus pelo ataque e pela intensidade ofensiva pretendida nos 3 corredores
pelo treinador do Benfica.A verdade é que ninguém pode acusar o técnico de ser incoerente pois o mesmo reage sempre à adversidade aumentando o poderio ofensivo da equipa.Se nos lembrarmos,a dificuldade em encontrar um lateral esquerdo esbarrou sempre também no perfil pretendido para o lugar depois da saída de Fábio Coentrão pois fica sempre a sensação que Jesus mais deseja um extremo adaptado(pendor ofensivo) que um defesa lateral que preconize o equilibrio entre a ação defensiva e ofensiva.Volto a afirmá-lo,podemos concordar ou não,mas não podemos acusar o técnico de ser incoerente.
Quanto à substituição de Witsel,desta vez,o técnico parece ir longe demais na procura de intensidade ofensiva em quase todas as zonas do terreno de jogo pois num esquema onde praticamente só defendem os centrais e um médio posicional à frente dos mesmos,é impossível não desequilibrar a equipa ao alterar as características do jogador a desempenhar a função de 8 e também  porque Matic não é Javi e de posicional tem muito menos que o espanhol.É preciso fazer circular a bola e dar largura ao jogo sob risco de se tornar demasiado previsível o momento ofensivo do Benfica e sujeitar-se a repetidos contra-ataques sem as devidas compensações para fazer face aos mesmos.
Tenha sido ou não acertada a decisão do árbitro em assinalar penalty no 2º golo da Académica,a verdade é que o lance nasce de um contra-ataque da Briosa quando esta se encontra já em inferioridade numérica.
Não quero fazer leituras precipitadas até porque o jogo é o momento e a decisão de cada jogador pode pesar muito mais do que o «plano» da equipa principalmente porque naquela fase já a emoção tinha tomado conta das operações,a verdade é que Jorge Jesus tem pela frente,pelo menos até dezembro,a possibilidade de ser(ou não) «o mestre das táticas».Veremos!






sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Jornada inaugural


O 1º jogo reveste-se sempre de uma atmosfera diferente.É o culminar de um periodo intenso de trabalho durante o qual são trabalhados muitos aspetos que não voltarão a ser tão detalhados durante a época por não haver tanto tempo e porque também cada jogo define um pouco do nosso trabalho no micro-ciclo seguinte(nem sempre).A vontade de verificar a assimilação desses processos é grande e no fundo é a primeira vez que são testados a sério.
Também na vertente competitiva existe uma «pressão» acrescida para começar bem o campeonato pois todos sabemos que no aspeto anímico um resultado positivo nesse jogo ajuda muito a aumentar a confiança da equipa.
No entanto o treinador na minha opinião deve ser capaz de relativizar as coisas e encarar esse jogo como uma parcela de competição onde se deve procurar atingir o objetivo máximo sim mas não deixando nunca de considerar o campeonato como uma prova de regularidade.
É um jogo importante não por ser o primeiro mas sim por estarem 3 pontos em disputa que devem ser conquistados.
Dar uma importância desmedida ao primeiro jogo pode retirar serenidade a todo o grupo e não permitir com isso que o mesmo se apresente na máxima força.
Sob ponto de vista emocional apenas me ocorre que poder viver estes momentos de maior tensão e concentração são como «pão para a boca» para um competidor e todos os momentos como estes devem ser aproveitados ao máximo.

Se alguém(agente desportivo ou não) quiser dar a sua opinião,é favor comentar!


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Estado de graça



Sá pinto vive ainda em estado de graça?
Não me parece!
Todos os treinadores estão dependentes dos resultados de cada jogo disputado,hoje mais do que nunca.A avaliação que se faz do trabalho de um treinador profissional hoje baseia-se em 2 ou 3 fatores que não são por si muito elucidativos a saber a sua imagem,o seu discurso(flash-interview) e mais um ou outro ainda menos importantes.Acima de tudo isto estão os resultados,são estes que vão dizer jogo a jogo da competência do treinador pelo menos aos olhos do grande público.
Obviamente que não é possível avaliar o desempenho de um treinador sem ter oportunidade de acompanhar e «por dentro» o seu trabalho diário.
É justo?
Contrariamente ao que se possa pensar,não é tão injusto assim porque,na verdade,todos conhecem as regras e aceitaram as mesmas.
Ricardo Sá Pinto é exatamente o mesmo treinador que foi uma lufada de ar fresco no futebol do Sporting ao suceder a Domingos,resistiu à derrota na final da taça perante a Académica mas inicia esta época já com esse handicap.Em futebol existe uma memória de elefante quando se trata de recordar inêxitos inesperados como foi o caso atrás citado.
O mau início neste campeonato está a agudizar a desconfiança em relação ao trabalho do treinador do Sporting que tem hoje a mesma imagem,o mesmo discurso..........e é o mesmo treinador.
O futuro de Sá Pinto será ditado pelos resultados tal como é o de todos os treinadores em todos os clubes.
O futebol profissional para o bem e para o mal é um meio onde se tomam decisões e não se aceita a derrota,é na realidade um exemplo de pragmatismo para outras áreas de atividade económica do nosso país.
Pura e simplesmente,é para ganhar e ponto final!


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Nova era:sem Hulk



Eu penso que Vítor Pereira é um bom treinador que paga o preço da imagem que hoje infelizmente define a taxa de popularidade de uma figura pública sobrepondo-se a uma análise mais cuidada ao seu desempenho profissional.Veja-se o caso de Fernando santos que tem também ele o condão de não apresentar uma imagem confiante durante os jogos o que lhe valeu sempre em portugal uma desconfiança generalizada que acabou por levá-lo a trabalhar na Grécia com o êxito que é do conhecimento de todos.
O treinador do Porto tem também um comportamento durante os jogos que à primeira vista não se associa a uma pessoa que domina as suas emoções e que premedita calmamente todas as suas ações.No entanto relembro que é este homem que relegou Rolando para o banco preferindo Maicon apesar do constante desagrado do público do dragão,foi ele que não permitiu a Álvaro Pereira atos de indiscplina de conhecimento público e que poderiam «minar» o balneário,foi também ele que quando se viu a perder no estádio da luz alterou para 3 defesas sem nenhuma hesitação....enfim decisões que revelam todas elas uma boa dose de autoconfiança e capacidade técnica.Tudo isto para dizer que se alguém tem capacidade para fazer a transição para um Porto sem hulk essa pessoa é sem dúvida o treinador do clube.
O problema é que neste caso não estamos apenas a falar de novos equilíbrios em termos táticos pois Hulk nunca trouxe nenhuma mais valia específica para a movimentação geral da equipa no momento ofensivo e muito menos quando a equipa não tinha a bola em seu poder.
O problema é que Hulk pura e simplesmente nos últimos anos foi diferente de qualquer outro na liga. 
O problema é que o jogo é antes de mais dos jogadores e aí Hulk é insubstituível.
Deixo uma pergunta no ar:alguém acha que não há insubstituíveis?


domingo, 9 de setembro de 2012

A bola do lado do Jesus



Ao vender 2 jogadores de meio campo neste plantel já de por si tão desequilibrado o Benfica criou 1 problema difícil de resolver.
Quem é o jogador mais difícil de substiuir?Witsel?Javi?
Penso que independentemente da qualidade dos 2 jogadores as suas respectivas funçoes dentro do campo determinam a sua ordem de importância dentro da equipa.O treinador do Benfica vê no trinco um jogador posicional que tem por principal função compensar todo o elan ofensivo do ataque da equipa quer no balanceamento das alas quer na profundidade que ele pede também no corredor central ao seu meio-campo ofensivo.Javi não entrava no processo ofensivo da equipa a não ser como referência dentro da área na execução de bolas paradas(com sucesso).Witsel era o box-to-box da equipa,o elo de ligação entre defesa e ataque,o principal ponto de equilibrio do meio campo e sobretudo o transportador de bola quando a posse só por si nao resolvia o problema.Em Witsel tudo era perfeito faltando ainda melhorar o seu rendimento na zona de definição de forma  a rentabilizar as inúmeras vezes em que ele aparecia em condções de fazer o golo.
O plantel tem muitos jogadores de qualidade para preencher o meio campo e considero possível com muito trabalho «recriar» 1 Javi,já quanto a desempenhar a função de 8 com a qualidade que Witsel mostrava não me parece muito possível,pois Aimar é um 10 puro,Carlos Martins é um 8/10,Matic será em princípio a opção para 6....não está fácil!
É um desafio para o treinador do Benfica mas sem alterar características do 6 e/ou 8 não me parece possível!


ps:vamos comentar e trocar saudavelmente opiniões

sábado, 8 de setembro de 2012

A época desportiva 2012/2013 ainda mal começou, disputaram-se apenas alguns amigáveis, e já deu para entender que este ano os adeptos benfiquistas podem esperar mais do mesmo do seu timoneiro. Jorge Jesus, já se sabe, rejubila com troféus menores, exalta com recordes e é especialista em encontrar positivos até nos piores momentos. 

E este arranque de temporada só pode ser explicado com uma tentativa do treinador do Benfica em alcançar mais um troféu sem valor: o título de campeão da pré-época. Senão vejamos, este é, de acordo com os dados na página do Zerozero, o somatório, até ao momento, dos minutos jogados pelos jogadores do Benfica neste início de época (num total de, aproximadamente, 450´): - Luisão, 404´ - E. Garay, 404´ - Maxi Pereira, 392´ - Artur, 376´ - Javi Garcia 355´ - Axel Witsel, 326´ - O. Cardozo, 317´ - Melgarejo, 314´ - Bruno César, 260´ - Nolito, 242´ - Ola John, 235´ - Carlos Martins, 210´ - Nico Gaitán, 201´ - Luisinho, 137´ - Yannick, 128´ - Javier Saviola, 118´ - Nélson Oliveira, 118´ - Alan Kardec, 102´ - Enzo Perez, 81´ - Paulo Lopes, 74´ - Jardel, 46´ - Miguel Vítor, 46´ - Pablo Aimar, 46´ - N. Matic, 23´ - Rodrigo Mora, 23´ (Não incluo aqui, como é óbvio, as estatísticas do jogo contra a fome). 

Analisando estes dados, parece claro que Jorge Jesus já tem o seu 11 praticamente definido. Mas, se não é nestes encontros que o treinador do Benfica vai dar oportunidade a outros jogadores para ganhar ritmo de jogo, para se tornarem opções viáveis para qualquer eventualidade numa época longa, em que o Benfica estará de novo envolvido em quatro frentes, quando o fará? Sabendo como Jorge Jesus gosta de espremer os seus jogadores favoritos até à exaustão, na procura das goleadas a acrescentar aos seus recordes pessoais, fará sentido que Luisão, Garay e Maxi Pereira contem já com 90 minutos completos em três dos cinco jogos* de pré-época? Este desgaste não se fará sentir no decorrer da temporada? Está ainda bem fresco na memória dos adeptos benfiquistas a forma como o Benfica se afundou nas últimas jornadas dos dois últimos campeonatos. Pode argumentar-se que como o Benfica tem um problema nas laterais Jorge Jesus não pode inventar. Mas, o problema é de hoje? Não. Durante a época anterior, Jorge Jesus nunca teve uma real alternativa para o Maxi Pereira (utilizou até Witsel em detrimento de André Almeida ou Miguel Vítor) e raramente confiou em Capdevila para substituir Emerson. 

Sendo assim, porque ainda não existem soluções? De quem é a responsabilidade no planeamento da época? (Na entrevista de Jorge Jesus ao jornal ´A Bola´ em Maio de 2012 vinha escrito a letras gordas que já se preparava esta temporada...) Ainda assim, nem que se tivesse de recorrer a juniores ou jogadores da nova equipa B, só entendo esta teimosia de Jorge Jesus em apostar, repetida e alongadamente, nos mesmos jogadores como, e aqui sou eu que insisto, numa tentativa de somar ao seu extenso currículo mais um ´campeonato de pré-época´. Depois de duas temporadas desapontantes, a margem de manobra foi encurtada e a paciência da maioria dos adeptos do Benfica está a esgotar-se. Jorge Jesus vai ter de, no final da época, apresentar algo mais do que uma Taça da Liga, uma boa prestação na Champions e uma factura relativa ao lucro obtido com a venda de jogadores. 


zero-zero