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domingo, 2 de junho de 2013

LFV decide!

«Vítor,não é uma época mais ou menos conseguida que define o historial de um clube com décadas de existência!»


Esta frase foi proferida em amena conversa com um dirigente de um clube,uma de milhares de conversas que temos numa troca incessante de opiniões,pontos de vista e afins....
Confesso não ter dado a devida importância à frase na altura em que foi dita mas os últimos acontecimentos da vida do Sport Lisboa e Benfica fizeram-me me refletir sobre aquilo que é um clube e a perspetiva de quem tem ,de facto, de tomar decisões que vão(essas sim) traçar o futuro da instituição.
Muito temos falado neste blog sobre o Mister JJ e suas virtudes contrapondo as mesmas à frustração reinante no final de época pelo facto de o clube não ter conseguido nenhum trofeu.Não repisaremos este assunto preferindo antes abordar sumariamente a ação de LFV quanto a esta decisão de renovar contrato com o treinador encarnado.Obviamente que podemos sempre especular sobre as razões que estão por detrás desta decisão do presidente:
Terá jurado a continuidade do treinador numa fase em que nada fazia adivinhar uma época sem títulos!
Terá sentido algum desconforto com a possibilidade de JJ rumar ao dragão!
Não vislumbrará nenhum nome que lhe permita apostar na troca de treinador sem risco de se perder carisma na liderança técnica!
Não resistirá à contabilidade pura e dura verificando encaixes financeiros avultados em vendas de jogadores!
A verdade é que a ação de LFV à frente do Benfica é de uma inatacável qualidade e transfigurou o clube completamente quer a nível desportivo quer a nível financeiro(principalmente),o que lhe dá na minha humilde opinião enorme credibilidade quando ele afirma:

Vamos manter o rumo!


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Os porquês do Jamor

Jesus ou Artur?


O Benfica é uma equipa temível!

Perigosa no ataque,faz do seu jogo vertical e ritmado uma arma difícil de contrariar,cria muitas situações de golo e tem também uma taxa de sucesso assinalável no que toca à concretização dessas oportunidades.Gosta de ter a posse de bola e de «mandar no jogo» baralhando o seu adversário tal o caudal ofensivo que apresenta.Defensivamente aposta na agressividade em transição defensiva «matando» sempre que possível uma perda de bola o mais alto possível.Não apresenta dificuldades extraordinárias na defesa de bolas paradas beneficiando de um bom posicionamento dentro da área protagonizado principalmente por Luisão e Garay que mandam nas alturas coadjuvados pelo Matic.O Benfica sai normalmente em vantagem porque de facto enquanto vai aplicando os seus processos o desgaste causado no adversário leva à falha e consequentemente ao golo.A dificuldade surge quando a equipa pretende controlar o jogo e gerir um resultado vantajoso;limita-se a baixar o ritmo esperando que a lentidão dos processos permita baixar a quantidade de perdas de posse de bola e assim que o tempo vá passando até à vitória final.O Benfica quando quer guardar a bola baixa em demasia o ritmo(foge do seu adn),não aumenta a largura do seu jogo,não muda mais vezes de corredor,não diminui o número de passes em zonas de pressão,vai fazendo as mesmas coisas mas mais lentamente.....deixa de provocar o erro no adversário e provoca o seu próprio erro perdendo a bola permitindo contra-ataques ou fazendo um mau passe que não permite manter a posse.
Foi assim no Dragão e foi assim no Jamor!
Quanto aos processos atrás descritos o responsável é Jorge Jesus.
Por outro lado se quisermos esquecer as análises mais exaustivas e centrar-nos na falha individual temos de afirmar que o guarda-redes de um clube que se quer de topo está lá para fazer sempre a diferença
Artur Moraes não apresenta níveis de qualidade suficientes para jogar na baliza do Benfica!
Jesus ou Artur?















segunda-feira, 20 de maio de 2013

Jesus na corda bamba?

Donde vem tanto reconhecimento ao trabalho do treinador?


O Sport Lisboa e Benfica é um clube que procura títulos e sempre procurará!
Dentro deste contexto que fez Jorge Jesus assim de tão meritório que justifique um apoio incondicional raramente concedido a qualquer treinador com qualquer presidente em qualquer clube de topo?
O título conquistado na 1ª época ao serviço dos encarnados não serve por si só de consolo aos adeptos ainda que tenha sido muito importante dado o clube não atingir tal objetivo desde a «era Trapattoni».
A valorização de jogadores é também um trunfo fortíssimo apresentado pelo treinador e certamente facto muito considerado dadas as excelentes receitas angariadas através de «vendas» de jogadores como Coentrão,Witsel,Javi,etc...
O futebol praticado pelo Benfica tem sido unanimemente reconhecido como de qualidade e também muito atrativo por apresentar frequentemente «nota artística»como tantas vezes gosta de referir Mister Jesus.
A presença europeia ganhou consistência nestas últimas épocas e o Benfica voltou a ser falado nos meandros do futebol europeu quando ainda há muito pouco tempo abria telejornais pelas piores razões.
Não me parece todavia que tudo isto seja suficiente,dado o desgaste natural da imagem de qualquer treinador,para ter a confiança ilimitada de LFV.Existem dois motivos que,na minha opinião,estão na base dessa confiança presidencial(partilhada timidamente pelos adeptos):
O 1º é que existe claramente um Benfica pré-Jesus e um Benfica atual somente possível tendo o treinador um enorme carisma e carregando nos seus ombros toda a pressão inerente à ambição do clube.
O 2º é que o campeão nacional esta época não apresenta qualquer derrota e o 2º classificado tem apenas uma derrota concedida aos 92´em casa do adversário direto na luta pelo título.
Jorge Jesus não foi campeão mas sobrou a sensação de poder sê-lo em qualquer clube com poderio para isso.
Luis Filipe Vieira é uma pessoa prudente e um gestor experimentadíssimo!Por ele Jorge Jesus vai continuar no Benfica!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Benfica-Chelsea

O jogo

O futebol é um jogo!
Hoje podemos afirmar que quer de um lado quer do outro tudo o que é humanamente possível fazer-se para influenciar um jogo que começa 0-0 foi feito quer pelo Benfica quer pelo Chelsea.
O Benfica apresentou-se personalizado e dominante surpreendendo todos com a sua grande capacidade de tocar a bola muitas vezes e sem perder a mesma criando várias situações que ,diga-se,nunca foram premiadas com finalizações felizes e podemos afirmar que a qualidade de jogo apresentada na fase de construção não teve como consequência uma definição à altura do que se pretendia.Assim se foi chegando momento seguido de momento ao golo do Chelsea com uma reposição de bola à mão por parte do guarda-redes do Chelsea que serve Torres que roda com Garay«a filmar» e Luisão a fazer o que era possível para evitar o golo mas sem êxito.
O Benfica continuou a tentar a sua sorte repetindo e bem os mesmos processos e forçando o erro ganhou um penalty superiormente convertido por Cardozo,
Quando já todos pensavam no prolongamento e depois de um soberbo remate de Lampard à trave,Jardel cede um canto(deficiente abordagem ao lance) e Ivanovic carimba a vitória nesta Liga Europa com um golo fantástico de cabeça.
Que conclusões retirar?
Nenhumas!
Parabéns às duas equipas!Glória aos vencedores e honra aos vencidos!
ps:há jogos que são jogos,não servem para retirar nada...são jogos........e ainda bem.....



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Falha de Jesus?



É legítimo considerar Jorge Jesus culpado da derrota no Dragão no último sábado?
Até que ponto o facto de jogar com 2 linhas muito juntas e com a base do bloco mais baixa do que o habitual o treinador contribuíu para a derrota?
Nunca saberemos!
A verdade é que o Benfica nunca perdeu o controlo do jogo sempre que não tinha a bola e foi quase sempre perfeito no posicionamento defensivo não permitindo ao Porto  romper nos corredores laterais como tão bem costuma fazer.Podemos por isso afirmar que o treinador não falhou ao apresentar-se cauteloso em casa do adversário apostando nas transições rápidas colocando Gaitan nas costas de Lima aliando assim capacidade técnica à profundidade nos seus contra-ataques.Continuaria a ter as suas combinações nas laterais baseadas no passe curto e rápido desenhando triângulos sucessivos até baralhar os seus adversários e romper na linha ou em diagonais perigosíssimas de fora para dentro.Na direita Maxi Pereira e Sálvio em evidência neste tipo de movimentos enquanto que na esquerda as coisas complicavam-se nesse sentido na medida em que André Almeida é um jogador adaptado e ainda por cima dextro e Ola John está longe do valor que já evidenciou aqui ou acolá durante a época.
A verdade é que as 2 equipas se anularam praticamente durante 75 minutos com 2 golos fortuitos pelo meio.
Na minha opinião o Benfica perde o jogo porque não consegue na fase decisiva controlar com bola e tem durante esses 15 minutos variadíssimas perdas de posse de bola sem mérito do adversário na recuperação do esférico.Recordo ,por exemplo uma tentativa de chapéu de Roderick a uns bons 60 metros e aos 89´.É preciso dizer que o Porto teve o mérito de ir aumentando progressivamente a pressão sobre o adversário durante a 2ª parte mas já não se apresentava com a mesma determinação e frescura de ideias quando o golo surgiu(muito perto do final).
Podemos por isso afirmar que não foi a estratégia que falhou mas sim os níveis de ansiedade(potenciados pelo cansaço?!) que não permitiram tomar as melhoras decisões e congelar a bola quando era absolutamente obrigatório fazê-lo,
Repetimos então a pergunta,Falha de Jesus?
O Benfica perde o jogo quiçá o campeonato sofrendo o golo fatal em contra-ataque!
Quem quer ser campeão tem de gerir os momentos do jogo.A ansiedade tem de ser controlada.
O treinador é o líder e quando corre mal não deve fugir às suas responsabilidades.As opções podem sempre ser discutidas e haverá muito a dizer sobre essas escolhas e os momentos de forma dos jogadores do Benfica mas aí ninguém melhor do que o treinador para tomar essas decisões.
Se Jesus falhou...........a equipa não controlou o jogo com bola porque,ou não foi capaz ou não quis.....
Falha de Jesus?





quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Enzo Perez box to box



Jesus vê o futebol de modo muito próprio,muito particular.É um treinador que assenta no ataque a sua filosofia de jogo e que tem grande apetência pela profundidade nos corredores laterais e também no corredor central.
Adaptar Enzo Perez que é um rompedor,um homem de 1x1 à posição de médio centro é mais uma indicação da apetência de Jorge Jesus pelo ataque e pela intensidade ofensiva pretendida nos 3 corredores
pelo treinador do Benfica.A verdade é que ninguém pode acusar o técnico de ser incoerente pois o mesmo reage sempre à adversidade aumentando o poderio ofensivo da equipa.Se nos lembrarmos,a dificuldade em encontrar um lateral esquerdo esbarrou sempre também no perfil pretendido para o lugar depois da saída de Fábio Coentrão pois fica sempre a sensação que Jesus mais deseja um extremo adaptado(pendor ofensivo) que um defesa lateral que preconize o equilibrio entre a ação defensiva e ofensiva.Volto a afirmá-lo,podemos concordar ou não,mas não podemos acusar o técnico de ser incoerente.
Quanto à substituição de Witsel,desta vez,o técnico parece ir longe demais na procura de intensidade ofensiva em quase todas as zonas do terreno de jogo pois num esquema onde praticamente só defendem os centrais e um médio posicional à frente dos mesmos,é impossível não desequilibrar a equipa ao alterar as características do jogador a desempenhar a função de 8 e também  porque Matic não é Javi e de posicional tem muito menos que o espanhol.É preciso fazer circular a bola e dar largura ao jogo sob risco de se tornar demasiado previsível o momento ofensivo do Benfica e sujeitar-se a repetidos contra-ataques sem as devidas compensações para fazer face aos mesmos.
Tenha sido ou não acertada a decisão do árbitro em assinalar penalty no 2º golo da Académica,a verdade é que o lance nasce de um contra-ataque da Briosa quando esta se encontra já em inferioridade numérica.
Não quero fazer leituras precipitadas até porque o jogo é o momento e a decisão de cada jogador pode pesar muito mais do que o «plano» da equipa principalmente porque naquela fase já a emoção tinha tomado conta das operações,a verdade é que Jorge Jesus tem pela frente,pelo menos até dezembro,a possibilidade de ser(ou não) «o mestre das táticas».Veremos!






domingo, 9 de setembro de 2012

A bola do lado do Jesus



Ao vender 2 jogadores de meio campo neste plantel já de por si tão desequilibrado o Benfica criou 1 problema difícil de resolver.
Quem é o jogador mais difícil de substiuir?Witsel?Javi?
Penso que independentemente da qualidade dos 2 jogadores as suas respectivas funçoes dentro do campo determinam a sua ordem de importância dentro da equipa.O treinador do Benfica vê no trinco um jogador posicional que tem por principal função compensar todo o elan ofensivo do ataque da equipa quer no balanceamento das alas quer na profundidade que ele pede também no corredor central ao seu meio-campo ofensivo.Javi não entrava no processo ofensivo da equipa a não ser como referência dentro da área na execução de bolas paradas(com sucesso).Witsel era o box-to-box da equipa,o elo de ligação entre defesa e ataque,o principal ponto de equilibrio do meio campo e sobretudo o transportador de bola quando a posse só por si nao resolvia o problema.Em Witsel tudo era perfeito faltando ainda melhorar o seu rendimento na zona de definição de forma  a rentabilizar as inúmeras vezes em que ele aparecia em condções de fazer o golo.
O plantel tem muitos jogadores de qualidade para preencher o meio campo e considero possível com muito trabalho «recriar» 1 Javi,já quanto a desempenhar a função de 8 com a qualidade que Witsel mostrava não me parece muito possível,pois Aimar é um 10 puro,Carlos Martins é um 8/10,Matic será em princípio a opção para 6....não está fácil!
É um desafio para o treinador do Benfica mas sem alterar características do 6 e/ou 8 não me parece possível!


ps:vamos comentar e trocar saudavelmente opiniões