quarta-feira, 29 de maio de 2013

Os porquês do Jamor

Jesus ou Artur?


O Benfica é uma equipa temível!

Perigosa no ataque,faz do seu jogo vertical e ritmado uma arma difícil de contrariar,cria muitas situações de golo e tem também uma taxa de sucesso assinalável no que toca à concretização dessas oportunidades.Gosta de ter a posse de bola e de «mandar no jogo» baralhando o seu adversário tal o caudal ofensivo que apresenta.Defensivamente aposta na agressividade em transição defensiva «matando» sempre que possível uma perda de bola o mais alto possível.Não apresenta dificuldades extraordinárias na defesa de bolas paradas beneficiando de um bom posicionamento dentro da área protagonizado principalmente por Luisão e Garay que mandam nas alturas coadjuvados pelo Matic.O Benfica sai normalmente em vantagem porque de facto enquanto vai aplicando os seus processos o desgaste causado no adversário leva à falha e consequentemente ao golo.A dificuldade surge quando a equipa pretende controlar o jogo e gerir um resultado vantajoso;limita-se a baixar o ritmo esperando que a lentidão dos processos permita baixar a quantidade de perdas de posse de bola e assim que o tempo vá passando até à vitória final.O Benfica quando quer guardar a bola baixa em demasia o ritmo(foge do seu adn),não aumenta a largura do seu jogo,não muda mais vezes de corredor,não diminui o número de passes em zonas de pressão,vai fazendo as mesmas coisas mas mais lentamente.....deixa de provocar o erro no adversário e provoca o seu próprio erro perdendo a bola permitindo contra-ataques ou fazendo um mau passe que não permite manter a posse.
Foi assim no Dragão e foi assim no Jamor!
Quanto aos processos atrás descritos o responsável é Jorge Jesus.
Por outro lado se quisermos esquecer as análises mais exaustivas e centrar-nos na falha individual temos de afirmar que o guarda-redes de um clube que se quer de topo está lá para fazer sempre a diferença
Artur Moraes não apresenta níveis de qualidade suficientes para jogar na baliza do Benfica!
Jesus ou Artur?















segunda-feira, 20 de maio de 2013

Jesus na corda bamba?

Donde vem tanto reconhecimento ao trabalho do treinador?


O Sport Lisboa e Benfica é um clube que procura títulos e sempre procurará!
Dentro deste contexto que fez Jorge Jesus assim de tão meritório que justifique um apoio incondicional raramente concedido a qualquer treinador com qualquer presidente em qualquer clube de topo?
O título conquistado na 1ª época ao serviço dos encarnados não serve por si só de consolo aos adeptos ainda que tenha sido muito importante dado o clube não atingir tal objetivo desde a «era Trapattoni».
A valorização de jogadores é também um trunfo fortíssimo apresentado pelo treinador e certamente facto muito considerado dadas as excelentes receitas angariadas através de «vendas» de jogadores como Coentrão,Witsel,Javi,etc...
O futebol praticado pelo Benfica tem sido unanimemente reconhecido como de qualidade e também muito atrativo por apresentar frequentemente «nota artística»como tantas vezes gosta de referir Mister Jesus.
A presença europeia ganhou consistência nestas últimas épocas e o Benfica voltou a ser falado nos meandros do futebol europeu quando ainda há muito pouco tempo abria telejornais pelas piores razões.
Não me parece todavia que tudo isto seja suficiente,dado o desgaste natural da imagem de qualquer treinador,para ter a confiança ilimitada de LFV.Existem dois motivos que,na minha opinião,estão na base dessa confiança presidencial(partilhada timidamente pelos adeptos):
O 1º é que existe claramente um Benfica pré-Jesus e um Benfica atual somente possível tendo o treinador um enorme carisma e carregando nos seus ombros toda a pressão inerente à ambição do clube.
O 2º é que o campeão nacional esta época não apresenta qualquer derrota e o 2º classificado tem apenas uma derrota concedida aos 92´em casa do adversário direto na luta pelo título.
Jorge Jesus não foi campeão mas sobrou a sensação de poder sê-lo em qualquer clube com poderio para isso.
Luis Filipe Vieira é uma pessoa prudente e um gestor experimentadíssimo!Por ele Jorge Jesus vai continuar no Benfica!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Benfica-Chelsea

O jogo

O futebol é um jogo!
Hoje podemos afirmar que quer de um lado quer do outro tudo o que é humanamente possível fazer-se para influenciar um jogo que começa 0-0 foi feito quer pelo Benfica quer pelo Chelsea.
O Benfica apresentou-se personalizado e dominante surpreendendo todos com a sua grande capacidade de tocar a bola muitas vezes e sem perder a mesma criando várias situações que ,diga-se,nunca foram premiadas com finalizações felizes e podemos afirmar que a qualidade de jogo apresentada na fase de construção não teve como consequência uma definição à altura do que se pretendia.Assim se foi chegando momento seguido de momento ao golo do Chelsea com uma reposição de bola à mão por parte do guarda-redes do Chelsea que serve Torres que roda com Garay«a filmar» e Luisão a fazer o que era possível para evitar o golo mas sem êxito.
O Benfica continuou a tentar a sua sorte repetindo e bem os mesmos processos e forçando o erro ganhou um penalty superiormente convertido por Cardozo,
Quando já todos pensavam no prolongamento e depois de um soberbo remate de Lampard à trave,Jardel cede um canto(deficiente abordagem ao lance) e Ivanovic carimba a vitória nesta Liga Europa com um golo fantástico de cabeça.
Que conclusões retirar?
Nenhumas!
Parabéns às duas equipas!Glória aos vencedores e honra aos vencidos!
ps:há jogos que são jogos,não servem para retirar nada...são jogos........e ainda bem.....



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Falha de Jesus?



É legítimo considerar Jorge Jesus culpado da derrota no Dragão no último sábado?
Até que ponto o facto de jogar com 2 linhas muito juntas e com a base do bloco mais baixa do que o habitual o treinador contribuíu para a derrota?
Nunca saberemos!
A verdade é que o Benfica nunca perdeu o controlo do jogo sempre que não tinha a bola e foi quase sempre perfeito no posicionamento defensivo não permitindo ao Porto  romper nos corredores laterais como tão bem costuma fazer.Podemos por isso afirmar que o treinador não falhou ao apresentar-se cauteloso em casa do adversário apostando nas transições rápidas colocando Gaitan nas costas de Lima aliando assim capacidade técnica à profundidade nos seus contra-ataques.Continuaria a ter as suas combinações nas laterais baseadas no passe curto e rápido desenhando triângulos sucessivos até baralhar os seus adversários e romper na linha ou em diagonais perigosíssimas de fora para dentro.Na direita Maxi Pereira e Sálvio em evidência neste tipo de movimentos enquanto que na esquerda as coisas complicavam-se nesse sentido na medida em que André Almeida é um jogador adaptado e ainda por cima dextro e Ola John está longe do valor que já evidenciou aqui ou acolá durante a época.
A verdade é que as 2 equipas se anularam praticamente durante 75 minutos com 2 golos fortuitos pelo meio.
Na minha opinião o Benfica perde o jogo porque não consegue na fase decisiva controlar com bola e tem durante esses 15 minutos variadíssimas perdas de posse de bola sem mérito do adversário na recuperação do esférico.Recordo ,por exemplo uma tentativa de chapéu de Roderick a uns bons 60 metros e aos 89´.É preciso dizer que o Porto teve o mérito de ir aumentando progressivamente a pressão sobre o adversário durante a 2ª parte mas já não se apresentava com a mesma determinação e frescura de ideias quando o golo surgiu(muito perto do final).
Podemos por isso afirmar que não foi a estratégia que falhou mas sim os níveis de ansiedade(potenciados pelo cansaço?!) que não permitiram tomar as melhoras decisões e congelar a bola quando era absolutamente obrigatório fazê-lo,
Repetimos então a pergunta,Falha de Jesus?
O Benfica perde o jogo quiçá o campeonato sofrendo o golo fatal em contra-ataque!
Quem quer ser campeão tem de gerir os momentos do jogo.A ansiedade tem de ser controlada.
O treinador é o líder e quando corre mal não deve fugir às suas responsabilidades.As opções podem sempre ser discutidas e haverá muito a dizer sobre essas escolhas e os momentos de forma dos jogadores do Benfica mas aí ninguém melhor do que o treinador para tomar essas decisões.
Se Jesus falhou...........a equipa não controlou o jogo com bola porque,ou não foi capaz ou não quis.....
Falha de Jesus?





sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fidelidade



Pertencer a um projeto que se quer vencedor requer uma forma de encarar o trabalho de grupo que não está ao alcance de todos os jogadores.Tomar os objetivos do grupo como seus e dar de si absolutamente tudo para atingir os mesmos é de tal forma exigente que poucos são os jogadores à altura de um desafio verdadeiramente competitivo.Hoje,numa sociedade cada vez mais individualizada,não é fácil continuar a transmitir conceitos de vida altruístas e desinteressados pois cada vez mais estes valores caiem em desuso e são até incompreendidos pela maioria das pessoas.No desporto em geral e no futebol amador em particular veiculam ainda atletas com a capacidade de sacrificio necessária e dispostos a sofrer se fôr preciso sentados ao lado do seu treinador torcendo para que os colegas ganhem o jogo de forma a todos poderem festejar a vitória no final.
É preciso deixar bem claro que dentro de um grupo de trabalho não existem papeis menores,não existem «papeis maiores»,apenas existe uma vontade de vencer que supera qualquer contrariedade pessoal momentânea.Esta fidelidade a um projeto não traduz no jogador menos utilizado um défice de ambição pois naturalmente qualquer jogador vai lutar com unhas e dentes para ser opção ao domingo e poder viver o jogo por dentro e tirar assim ainda mais satisfação do mesmo.
Melhor dizendo o principal papel de um jogador menos utilizado é obrigar o colega a apresentar um rendimento elevado e assim aumentar o sucesso da equipa.
No futebol amador ainda existem estes «dinaussaros» que são uma lição de vida e eu felizmente conheço alguns.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Enzo Perez box to box



Jesus vê o futebol de modo muito próprio,muito particular.É um treinador que assenta no ataque a sua filosofia de jogo e que tem grande apetência pela profundidade nos corredores laterais e também no corredor central.
Adaptar Enzo Perez que é um rompedor,um homem de 1x1 à posição de médio centro é mais uma indicação da apetência de Jorge Jesus pelo ataque e pela intensidade ofensiva pretendida nos 3 corredores
pelo treinador do Benfica.A verdade é que ninguém pode acusar o técnico de ser incoerente pois o mesmo reage sempre à adversidade aumentando o poderio ofensivo da equipa.Se nos lembrarmos,a dificuldade em encontrar um lateral esquerdo esbarrou sempre também no perfil pretendido para o lugar depois da saída de Fábio Coentrão pois fica sempre a sensação que Jesus mais deseja um extremo adaptado(pendor ofensivo) que um defesa lateral que preconize o equilibrio entre a ação defensiva e ofensiva.Volto a afirmá-lo,podemos concordar ou não,mas não podemos acusar o técnico de ser incoerente.
Quanto à substituição de Witsel,desta vez,o técnico parece ir longe demais na procura de intensidade ofensiva em quase todas as zonas do terreno de jogo pois num esquema onde praticamente só defendem os centrais e um médio posicional à frente dos mesmos,é impossível não desequilibrar a equipa ao alterar as características do jogador a desempenhar a função de 8 e também  porque Matic não é Javi e de posicional tem muito menos que o espanhol.É preciso fazer circular a bola e dar largura ao jogo sob risco de se tornar demasiado previsível o momento ofensivo do Benfica e sujeitar-se a repetidos contra-ataques sem as devidas compensações para fazer face aos mesmos.
Tenha sido ou não acertada a decisão do árbitro em assinalar penalty no 2º golo da Académica,a verdade é que o lance nasce de um contra-ataque da Briosa quando esta se encontra já em inferioridade numérica.
Não quero fazer leituras precipitadas até porque o jogo é o momento e a decisão de cada jogador pode pesar muito mais do que o «plano» da equipa principalmente porque naquela fase já a emoção tinha tomado conta das operações,a verdade é que Jorge Jesus tem pela frente,pelo menos até dezembro,a possibilidade de ser(ou não) «o mestre das táticas».Veremos!






sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Jornada inaugural


O 1º jogo reveste-se sempre de uma atmosfera diferente.É o culminar de um periodo intenso de trabalho durante o qual são trabalhados muitos aspetos que não voltarão a ser tão detalhados durante a época por não haver tanto tempo e porque também cada jogo define um pouco do nosso trabalho no micro-ciclo seguinte(nem sempre).A vontade de verificar a assimilação desses processos é grande e no fundo é a primeira vez que são testados a sério.
Também na vertente competitiva existe uma «pressão» acrescida para começar bem o campeonato pois todos sabemos que no aspeto anímico um resultado positivo nesse jogo ajuda muito a aumentar a confiança da equipa.
No entanto o treinador na minha opinião deve ser capaz de relativizar as coisas e encarar esse jogo como uma parcela de competição onde se deve procurar atingir o objetivo máximo sim mas não deixando nunca de considerar o campeonato como uma prova de regularidade.
É um jogo importante não por ser o primeiro mas sim por estarem 3 pontos em disputa que devem ser conquistados.
Dar uma importância desmedida ao primeiro jogo pode retirar serenidade a todo o grupo e não permitir com isso que o mesmo se apresente na máxima força.
Sob ponto de vista emocional apenas me ocorre que poder viver estes momentos de maior tensão e concentração são como «pão para a boca» para um competidor e todos os momentos como estes devem ser aproveitados ao máximo.

Se alguém(agente desportivo ou não) quiser dar a sua opinião,é favor comentar!